Dislexo sem Nexo
Não sei se escrever cura, prende ou liberta... Mas há algo no escrever que não tem como descrever... Não te interessa conhecer o escritor nem mesmo o sentimento que inspirou o texto escrito... Te interessa sim o grau de identificação sua com as palavras lidas... Quem escreve lança palavras...o sentimento que dá o sentido a elas está no leitor...
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Uma boa inspiração não aproveitada, é a maior prova de egoísmo que pode ser dada...e a má quando aproveitada ?
Gostaria de ser dono da razão, para poder ordena-la que me liberte.
Por sempre usar a razão e nunca a emoção... hoje é ela, a razão, quem me usa...
Uma boa inspiração não aproveitada, é a maior prova de egoísmo que pode ser dada...e a má quando aproveitada ?
Gostaria de ser dono da razão, para poder ordena-la que me liberte.
Por sempre usar a razão e nunca a emoção... hoje é ela, a razão, quem me usa...
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Nadando no nada...
Escorrer por um rio subterrâneo, de repente você escorre, não sabe bem ao certo como foi parar ali, talvez só por ter se deixado levar pela corrente, após uma um caldo ou outro afundar não assusta mais, a adrenalina cessa, beira a monotonia, os olhos se acostumam ao escuro, você sabe que consegue sair se melhorar o nado....sabe?! ...como saber, e a corrente aumenta as paredes estreitam, os caldos são mais freqüentes e mais fundos, já não se enxerga mais a luz fraca e tremula outrora ali, aquela que entrava pelo buraco que você adentrou... a adrenalina antecede a angustia, tenta-se nadar as braçadas, mas pernas que ajudavam agora pesam, afundando os pés não tocam o fundo, o coração perde o ritmo, a cabeça manda, o corpo não tem mais forças, acredito que a cabeça quer(é a fé) mas o corpo já desistiu, então você bóia a meia água com a corrente, meio que girando no movimento da água, ao levantar a cabeça, com a força que resta em um olhar você enxerga a luz, é a saída... a angustia passa e você aceita, o coração normaliza e com um sorriso nos lábios e envolto a uma sensação de paz...você afunda...
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Olhando o Eclipse da Lua
Hoje no céu, tomada de um rubor atípico a lua se escondeu,
Não bastou a discrição da noite, nem mesmo a véu que a chuva cedeu,
Ela buscou a sombra da terra e a sombra a acolheu.
Nesta noite de primavera algo a instigou,
E a sua face corada a atenção e olhares chamou.
Mas quem quer das atenções ser o centro,
Ter espectadores a observar este momento,
Seja raiva, dor ou simples encabulamento.
Desejo que a chuva teça um véu ainda mais grosso com as cores da tempestade,
Camuflagem perfeita para uma lagrima fugitiva da vontade,
E que o estrondo do trovão encubra o suspiro quase um gemido,
Enxotado indiscreto de um coração desguarnecido,
Que a noite acalente este sentimento que a chuva canta e o vento dança...
Que ao menos está noite o vazio se esconda encabulado como a lua...
Que o nada seja lavado pela chuva...
Que o vento carregue e esconda ...
Esta angustia carente que deixa a alma nua.
E quando a noite findar e o sol raiar,
Que a vida e a rotina continuem,
E que todos se esqueçam do tédio, da dor e do rubor da lua.
Que o vazio que esta noite assombra,
Seja a inspiração que vaga na penumbra...
Por que o amanhã é um outro dia,
Tanto para o desgostoso melancólico quanto para a lua...
quinta-feira, 9 de maio de 2013
e a vida vai...
O que se leva desta vida?
A vida que se leva ?
Não saber se está vivendo... ou se só sobrevivendo...quais virtude se perderam...quais superações nos surpreenderam...quantas omissões nos serão cobradas...quantas frases não faladas...que amores se perderam...que dores se sucederam...confundimos a cautela com a covardia... disfarçamos a arrogância de ousadia... O que temores nos assombram...o que temos...o que perdemos...o que falamos...o que calamos...o que sentimos...o que omitimos...o que reprimimos...
Quantas oportunidades perdemos ?
Quantas ainda teremos ???
A vida que se leva ?
Não saber se está vivendo... ou se só sobrevivendo...quais virtude se perderam...quais superações nos surpreenderam...quantas omissões nos serão cobradas...quantas frases não faladas...que amores se perderam...que dores se sucederam...confundimos a cautela com a covardia... disfarçamos a arrogância de ousadia... O que temores nos assombram...o que temos...o que perdemos...o que falamos...o que calamos...o que sentimos...o que omitimos...o que reprimimos...
Quantas oportunidades perdemos ?
Quantas ainda teremos ???
domingo, 9 de setembro de 2012
Cuidado com a Naftalina
...
Dentre os instintos primitivos do homem o de caçador é recorrente mesmo hoje nas cidades. Um grande exemplo disso é na hora em que a cerveja pede para sair, homem que é homem tem de fazer mira na naftalina do fundo do mictório, com boa pontaria e força no jato fazer aquela bolinha branca dar varias voltas, desviando com agilidade de qualquer respingo que tenta nos atingir. Tem até mijador que simula um campo de futebol com trave e tudo com o objetivo de se fazer gol com a tal naftalina, sem esquecer que tem também uns mais afrescalhados que são munidos de gelo e rodelas de limão, DISPERDICIO, gelo e limão ficam bons no copo compondo a mistura. Depois é claro, na hora de sair, servem também de munição para acertar a naftalina.
Pois bem, lá estava eu, feriadão rolando, muita cerveja, algum destilado, e muita pontaria na naftalina , mas meus amigos , até me acanhado em contar, mas é fato, na ultima tentativa a naftalina teve sua vingança... estava eu lá tranqüilo mirando fazendo a naftalina dar varias voltas no fundo do mictório quando de repente senti algo esquentar... esquentou ...molhou...FOI AI QEU ACORDEI...corri para o banheiro de casa (este sem naftalina) todo encabulado... depois de velho...barbado... acordei todo MIJADO !!!!
Então...amigos...cuidado !!! antes de acertar a naftalina se certifiquem de que estão realmente acordados ....
terça-feira, 24 de maio de 2011
O Fantasma do Se...
E se não tivesse ido...
E se não tivesse voltado...
E se não tivesse te encontrado...
Se tivesse te evitado...
Se não tivesse me apaixonado...
Se tivesse esperado...
Se tivéssemos respeitado...
se não tivesse me perdido....
Se tivesse me redimido...
Se tudo fosse esquecido...
Se você compreendesse...
se os sentimentos não fossem química...
se a química não fosse reação...
se esta reação não fosse estação...
se fácil fosse o perdão...
se o amor fosse chama...
se a chama fosse eterna...
se a dor fosse efêmera...
se a alma não for pequena...
se valesse a pena...
se arder mas não doer...
Se tudo só acontecer...
se não contentar-se, te contente...
se o cotidiano for demente...
se o amanhã não for diferente...
se minha prece for hipocrisia...
se minha personalidade for demagogia...
se minha vontade for a revelia...
se o futuro for nostalgia...
se a sorte me sorrir...
se dela eu desconfiar...
se o rio perder o mar...
se o vento não soprar...
se o arrependimento não tardar...
se tudo for só um ilusão...
se a agonia for a emoção...
se o importante banal ficou...
se o valor se dissipou...
se só escombros e vazio restou...
se as poucas ruínas ruírem...
se os escombros me encobrirem...
se o que era bom for em vão...
se o sim de outrora soar não...
se tudo for relativo...
se apenas o fim for o alivio..
se amar for esquecer aquilo...
se utopia for o amor tranqüilo...
se planejar for incoerência...
se deixar rolar , despreocupar seja a prudência...
se improvisar for a providencia...
se o hoje e o amanha afrontarem a conseqüência...
se o esquecimento for o fim da inocência...
se o ser ou não ser não for mais a questão...
se o momento não for ocasião...
se a meta não for o que resta...
se estar sozinho for a maior festa...
se não for escolha for legado...
se o não encontrado seja o grande achado...
se não fosse para ser, apenas acontecer...
se o obvio fosse de fácil entender...
Se o se se bastasse...
Se o se se perdesse...
Se a sombra do se não assombrasse...
Se o se não fosse o que me restasse...
E se não tivesse voltado...
E se não tivesse te encontrado...
Se tivesse te evitado...
Se não tivesse me apaixonado...
Se tivesse esperado...
Se tivéssemos respeitado...
se não tivesse me perdido....
Se tivesse me redimido...
Se tudo fosse esquecido...
Se você compreendesse...
se os sentimentos não fossem química...
se a química não fosse reação...
se esta reação não fosse estação...
se fácil fosse o perdão...
se o amor fosse chama...
se a chama fosse eterna...
se a dor fosse efêmera...
se a alma não for pequena...
se valesse a pena...
se arder mas não doer...
Se tudo só acontecer...
se não contentar-se, te contente...
se o cotidiano for demente...
se o amanhã não for diferente...
se minha prece for hipocrisia...
se minha personalidade for demagogia...
se minha vontade for a revelia...
se o futuro for nostalgia...
se a sorte me sorrir...
se dela eu desconfiar...
se o rio perder o mar...
se o vento não soprar...
se o arrependimento não tardar...
se tudo for só um ilusão...
se a agonia for a emoção...
se o importante banal ficou...
se o valor se dissipou...
se só escombros e vazio restou...
se as poucas ruínas ruírem...
se os escombros me encobrirem...
se o que era bom for em vão...
se o sim de outrora soar não...
se tudo for relativo...
se apenas o fim for o alivio..
se amar for esquecer aquilo...
se utopia for o amor tranqüilo...
se planejar for incoerência...
se deixar rolar , despreocupar seja a prudência...
se improvisar for a providencia...
se o hoje e o amanha afrontarem a conseqüência...
se o esquecimento for o fim da inocência...
se o ser ou não ser não for mais a questão...
se o momento não for ocasião...
se a meta não for o que resta...
se estar sozinho for a maior festa...
se não for escolha for legado...
se o não encontrado seja o grande achado...
se não fosse para ser, apenas acontecer...
se o obvio fosse de fácil entender...
Se o se se bastasse...
Se o se se perdesse...
Se a sombra do se não assombrasse...
Se o se não fosse o que me restasse...
Pensamento Sucinto
Pensamento é o recinto
Em que o eu me minto
O nada é o que sinto
Achando razão o instinto
Buscando o extinto
O horizonte por labirinto
De opções faminto
Um copo, dois copos... o quinto
O aroma de vinho tinto
Um arroto de absinto
Sonho distinto
Real indistinto
Silencio sucinto
Em que o eu me minto
O nada é o que sinto
Achando razão o instinto
Buscando o extinto
O horizonte por labirinto
De opções faminto
Um copo, dois copos... o quinto
O aroma de vinho tinto
Um arroto de absinto
Sonho distinto
Real indistinto
Silencio sucinto
domingo, 14 de novembro de 2010
Rosa, o símbolo do amor...

Existem três tipos básicos de pessoas, as pessimistas, as otimistas e as realistas. Estas ao lhes serem mostrada uma rosa reparam aspectos diferentes:
Tem aquelas que vêem os espinhos e assim evitarão um dos presentes dos deuses, aquelas que vêem somente a flor poderão sangrar ao espetar dos espinhos, e por fim também aquelas que contemplam em suas mãos a flor sem descuidar dos espinhos.
O estranho é a semelhança entre tal flor e o amor.
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