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Uma boa inspiração não aproveitada, é a maior prova de egoísmo que pode ser dada...e a má quando aproveitada ?








Gostaria de ser dono da razão, para poder ordena-la que me liberte.







Por sempre usar a razão e nunca a emoção... hoje é ela, a razão, quem me usa...




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Olhando o Eclipse da Lua

Hoje no céu, tomada de um rubor atípico a lua se escondeu, Não bastou a discrição da noite, nem mesmo a véu que a chuva cedeu, Ela buscou a sombra da terra e a sombra a acolheu. Nesta noite de primavera algo a instigou, E a sua face corada a atenção e olhares chamou. Mas quem quer das atenções ser o centro, Ter espectadores a observar este momento, Seja raiva, dor ou simples encabulamento. Desejo que a chuva teça um véu ainda mais grosso com as cores da tempestade, Camuflagem perfeita para uma lagrima fugitiva da vontade, E que o estrondo do trovão encubra o suspiro quase um gemido, Enxotado indiscreto de um coração desguarnecido, Que a noite acalente este sentimento que a chuva canta e o vento dança... Que ao menos está noite o vazio se esconda encabulado como a lua... Que o nada seja lavado pela chuva... Que o vento carregue e esconda ... Esta angustia carente que deixa a alma nua. E quando a noite findar e o sol raiar, Que a vida e a rotina continuem, E que todos se esqueçam do tédio, da dor e do rubor da lua. Que o vazio que esta noite assombra, Seja a inspiração que vaga na penumbra... Por que o amanhã é um outro dia, Tanto para o desgostoso melancólico quanto para a lua...