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Uma boa inspiração não aproveitada, é a maior prova de egoísmo que pode ser dada...e a má quando aproveitada ?








Gostaria de ser dono da razão, para poder ordena-la que me liberte.







Por sempre usar a razão e nunca a emoção... hoje é ela, a razão, quem me usa...




domingo, 14 de novembro de 2010

Rosa, o símbolo do amor...




Existem três tipos básicos de pessoas, as pessimistas, as otimistas e as realistas. Estas ao lhes serem mostrada uma rosa reparam aspectos diferentes:
Tem aquelas que vêem os espinhos e assim evitarão um dos presentes dos deuses, aquelas que vêem somente a flor poderão sangrar ao espetar dos espinhos, e por fim também aquelas que contemplam em suas mãos a flor sem descuidar dos espinhos.
O estranho é a semelhança entre tal flor e o amor.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Se eu tivesse coragem...





A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras. (Aristóteles)




Por quais pecados eu procuraria perdão, quais outros voltaria a cometer quantos outros inventaria. O que será que eu faria? Do que me arrependeria, do que fiz, do que não fiz?
"Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário". A Terceira Lei de Newton foje a a fisica e se aplica as escolhas, ao destino, a vida.
Quantos dos 10 mandamentos eu desobedeci? Por quantas destas vezes serei perdoado, sabendo-me culpado me perdoaria? Se eu tivesse coragem eu saberia...
Eu assumiria o quanto o medo e vaidade atrapalhou meus sonhos, a quem tentei agradar por conveniência, a quem não dei o devido valor, quanto se perdeu no amor? O quanto me perdi por partir, ou por não querer ir? Se eu tivessem coragem me redimiria...
Que amigo no esquecimento se perdeu? Quantos me esqueceram? Ao qual ligaria simplesmente para escutar um oi, a quantos não poderei mais ligar, quantos partiram, o que de mim levaram? O que em mim deixaram? Se eu tivesse coragem eu compreenderia...
Quantos sorrisos me fizeram sorrir, quais lagrimas me fez sentir culpado, que lição aprendi? Quantas possibilidades perdi? Que conversas deixei para depois e o depois não chegou, quantas palavras escaparam quando o silencio era muito mais valido, quantos apontei para que os olhos não se voltassem para mim...Se eu tivesse coragem não seria assim...
Quantos corações eu parti, quantos vezes o meu foi o partido, em quantos pedaços, quais pedaços se perderam? Quantas cicatrizes carrego? Para quem restou a culpa? O que foi escolha, o que foi destino? Se eu tivesse coragem desistiria destas birras de menino...
Quanto chocolate comeria? Como o meu cabelo cortaria? Que bebidas eu provaria? Quais eu evitaria? Em que sabores me arriscaria? Que lugares ainda visitaria, quantos lugares saudosos me vem a lembrança, a estrela que deixei de conversar em noites escuras, em quantas noites de lua cheia não sentei ao luar? Quanta vontade de em um campo gramado sobre a chuva descalço caminhar sem ligar para o medo de por louco passar. Novos terrenos, novas andanças...Se eu tivesse coragem procuraria a sabedoria das crianças...
Se eu tivesse coragem alguns medos eu cultuaria, o de em mim me perder, de não viver, de na hora errada me conter, o de ter mas não ser, envelhecer sem aprender, de certas pessoas não rever, de ser a pessoa a se esquecer, olhar sem ver, o de não perceber a nova chance a cada amanhecer... Se eu tivesse coragem estes medos eu gostaria de ter...

Se eu tivesse coragem eu enfrentaria a vida...vivendo...sem enganar, não me enganando...mas como não tenho...continuo me escondendo...só escrevendo...



“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um epitáfio para finados...


“Chorar e guardar luto é sinal de apreço e respeito, mas não conformar-se com a morte é um sinal de insubordinação a Deus...” (William Shakespeare)




Uma lagrima curva-se em fim
Vertendo, rola, escorre, foge assim
O nó que aperta o pescoço
O sal no gosto
A dor mistura-se a sinceridade
A dor, o consolo, a amizade
É o fim de toda vaidade
E a hipocrisia encontra o destino
Resta o amor, o divino
Vácuo toma conta da matéria
A vida é efêmera, uma espera


A lagrima umedece o rosto
Ao centro resta apenas esboço
A ultima balada soou
No corpo, só o corpo restou
A alma livre desimpedida
Reverencia a vida.

“O epitáfio é a última vaidade do homem.” (Axel Oxenstiern)

Pobre daquele que a morte é o fim...
Se o for...é por que sempre pensou assim...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Uma historinha boba...



Hoje lembrei de uma historinha, onde a escutei não sei...mas lembro as lições que aprendi com ela...

“ Um jovem pássaro descuidou com a chegada do inverno, veio a noite e a nevasca foi das grandes, Derrubada, a pobre ave, do seu galho, o pobre passarinho ficou muito mal, sentiu muito frio, medo, quase congelou. Já pela manhã uma vaca, que passava, viu a situação da pobre passarinho e com pena virou-se e estercou sobre ele... O esterco estava quente...aqueceu o passarinho, todo sujo mas vivo e aquecido, estava a salvo... Sem entender, a boa intenção da vaca, revoltado, colocou-se a piar alto. Foi ai que uma raposa notou o passarinho, chegou perto dele, com cuidado o tirou do estrume, o limpou... ai o comeu...”

Mais uma historinha boba, mas quantas morais podem ser obtidas...

- Mais cedo ou mais tarde você sempre acaba em uma fria...
- Quem te coloca na merda não é necessariamente seu inimigo...
- Quem te tira da merda não é necessariamente seu amigo...
- E se estiver na merda, mantenha a calma, as coisas ainda podem piorar...

O bonzinho pode ser a camuflagem do covarde...
O mal interpretado pode só fugir aos padrões...
A pessoa que te fez querer ser uma pessoa melhor não é necessariamente uma pessoa melhor...
A que te fez sentir pior poderia ter a melhor intenção...
A razão é influenciável e tendenciosa...
Os sentimentos são volúveis e incoerentes...
Sentimentos machucam...
Machucados cicatrizam...
Cicatrizes são os troféus dos heróis, e os fantasmas que assombram os covardes...
Então não julgues, o conhecimento e entendimento são limitados...
Não culpe quem o julgas, pois se é certo ou errado não se sabe...
Mas, por certo, é humano...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sonhe, aja, seja...


“ Sonhe como se fosse viver para sempre...Viva como se fosse morrer amanhã...” (James Dean)

O que nos impulsiona a mais um dia,a ir além ?
Será que são os sonhos comuns a todo ser humano...
Ou será que são as nossas ações cotidianas?
Saímos da inércia quando sonhamos, ou quando agimos?
Sonhar é útil e necessário. Mas sem ação somos ociosos .
Somos inúteis, a não ser para nós mesmo é claro.
Mas em um mundo social em que estamos sós em meio a multidão, em que se busca um desconhecido intimo...
Sonhar é bom; mas não é o suficiente...
Necessitamos da ação, de ir a luta, baixar a guarda, levantar rindo de um tombo e nos jogar em uma corrida no piso liso. Cair é muito melhor que estar parado, dói, mas não mata, pior é quem em vida não vive, sobrevive.
Todo sonho tem um despertar, e aquele que não se arriscou também vai sofrer.
Com um agravante, será ainda mais dolorido, pois, pode se dar conta que o agora já é tarde para se tentar.
O que passou, não se foi, esta lá no passado a nos incentivar, ou a nos assombrar.
Aquele que só sonha é como o filhote de águia que tem belas asas e um considerável medo de alturas.
Estamos em geral todos ali, na encosta do penhasco na pseudo-segurança do ninho; atrás as cascas dos ovos e o paredão, a frente o mundo e abaixo a queda...
É mais seguro ficar ali, acomodado, mas sabemos que não podemos ficar só a olhar o horizonte para sempre. “Do que servem as asas se não se pode sentir o vento ? ”
Sonhar é ter a vista mais linda, mas é estar a observar de fora, é alegrar o coração com as fantasias da mente. Quem não sonha é frio, vazio e infértil ! Obviamente a ação é a reação esperada.
Mas pobre daquele que age sem sonhar...
A ação que não reflete um sonho, um desejo, é automática, fria, condicionada. Coisa de andróides, humanóides...
A beleza é efêmera, a fama passageira, o dinheiro é traiçoeiro...
Quem se guarda planejando o amanhã não vive o hoje. Quem vive o hoje sem pensar no amanhã pode realmente não o tê-lo , todo ou em plenitude.
A vida é a arte do improviso e o improviso improvisando se constrói.
Mesmo por que o destino não nos pertence. O amanhã é uma folha em branco...não podemos sondar a ultima linha.
E é buscando um sonho, através de nossas ações, que somos defrontados com outros tantos novos sonhos, que nos levam a outros. e quicando de sonho em sonho, em uma seqüência de ações, que rumamos a felicidade. O resto, é utopia.
“O que tiver de ser..será”...e se não for...não custa tentar !
Que não se intitulem coerente os medrosos.
O passado está lá, mas não nos pertence mais. É imutável.
Recomece, sabendo que o futuro nunca nos pertenceu, o tentar sim! É nosso!
Aproveitemos o momento; com um sonho em mente, com ação em vida e fé em Deus.
Por que...”pensando morreu um burro” !

E o resto... se improvisa...

O sonho é o comburente, a ação o combustível e a vida é a combustão...
Seja chama, seja luz, .seja calor! Seja o que for... mas seja !
Seja realmente você.

O diamante, a hulha, o grafite e o carvão quimicamente são carbono puro (C)...
Só se diferenciam pela organização de suas estruturas...
E a cada qual se atribui um valor...

Sonhe...aja...seja...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ilusão roubada...




Hoje perdi uma ilusão...
Que gostava de levar sempre comigo...
Levava escondida na mente, guardada no coração...
Doeu perde-la... mesmo eu sabendo que era só uma ilusão...
agora resta agonia vazia...mundo sem chão...
Na verdade ainda dói...quando eu penso...quando eu lembro, quando eu respiro...quando eu não choro...
Perdeu-se algo que eu adoro...
Se enganar...a mente ludibriar...
Deveria ser feito para durar...

Quem sabe seja simples assim...quem sabe não...
Viver iludido ou esta dor sem sentido...
E se a ilusão for a alegria do tolo...
Desejo mais ilusão...ilusão em dobro...
A força do tolo esta exatamente ai...
Em ser feliz...o resto e daí...
Ai penso na dor...que já não é mais segredo...
É vergonhoso ter medo???
Seria a vontade mais uma ilusão...
Mais uma das armadilhas da emoção...
E se for física, química ou uma antiga alquimia...
Da minha mente a fantasia...


É bom dormir sem o medo de acordar...
Poder chorar sem o medo do que os outros vão pensar...
Vou ter que criar uma ilusão maior...
Imaginar que tudo passou... e que passando eu vou...
E quando lá na frente o tempo me perguntar...
Do que tenho saudade...de onde gostaria de estar...
Com um sorriso nos lábios...vou responder...
Se eu pudesse voltar....um tolo eu voltaria a ser...
Levando a ilusão que um dia se perdeu...
Que certas palavras vieram tomar...
Quando eu mesmo queria entregar...
Para me consolar...
Um pensamento tosco acaba de brotar...
Uma nova ilusão provavelmente...
Auto defesa de um espírito carente...
Uma bela flor... até brota ao acaso...
Mas quanto maior a merda...mais adubado o vaso...


OS: Ilusão - s.f. Engano dos sentidos ou do espírito que faz tomar a aparência ou a conveniência pela realidade.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bandida inspiração


Bem aqui estou, tentando escrever, sem saber o que, não me vem nada a mente. Provavelmente seja efeito da ressaca, mas quem sabe... pensei em escrever sobre o nada, mas nada. Então lembrei de um bom filme, Encontrando Forrester: “Vá em frente...Escreva...Nada de pensar, isso vem depois...Você escreve a primeira versão com o coração...e reescreve com o cérebro...O primeiro segredo para escrever é escrever...Não pensar...”
Então só o que tenho é falta de inspiração, escrevo sobre. Se sair uma porcaria ao menos saiu...


Bandida inspiração
Volúvel entre razão e emoção
As vezes poema as vezes canção
Atormenta mentes confusas
Dá e toma as musas
Mostra-me a razão dura
Em sua árdua procura
A me notar a sua espreita
Foges e me rejeita
Afasta-se como a me ver sujo
Procura-me quando fujo
De tanto desejo
Olho mas não a vejo
Idéias entre boas e más
Esporadicamente me tomas
Exemplifica ao homem a altura
Derruba-o até a loucura
Enquanto mais o aperta
Maiores as proporções que liberta
Em relação a vida
É mãe ou homicida
Dependente de cada momento
Condiciona o pensamento
Quando tenta um organizar
Redefine o anarquizar
Apesar do amor em juras
Lança-me a torturas
Quando a esperança desfalece
Apoia com uma antiga prece
Enquanto a desculpas diz não
Curva-se perante o perdão
Neste estranho vai e vem
Deixa a certeza, a qual não tem
Aleatoriamente em modos estranhos
É a beleza, da infância os sonhos
Entende-la gera tormentos
Influencia brusca aos sentimentos
Creio que não se consegue defini-la
Contudo deve-se sempre senti-la
Ao contrário seria mais que falta de sorte
É ser fraco e se achar forte.
É estar no sul e querer o norte
É duvida entre o ter e o ser.
Em vida temer a morte
É por medo de sofrer
Não viver.

domingo, 12 de setembro de 2010

Parabola do Bem & Mal




Em uma época em que a sabedoria do viver era respeitada e pregada por aqueles a adquiriram com o decorrer de cada dia ao longo dos anos e que a era do agrado compartilhar, escutava quem a desejava, e que para isso tinha tempo.
Em uma praça movimentada da cidade vários intelectuais e sábios da região iam pregar suas teorias, algumas de muita coerência outras nem tanto. Dentre tais teorias defendidas, uma em especial sobressaiu-se no chamar de minha atenção, talvez pelo momento, talvez não...
Um senhor de idade já avançada, de cabelos e barba em um longo grisalho, de vestes simples e batidas, mas em notável capricho, faziam de sua aparência uma estranha mistura entre distinção e loucura. Sentado em uma sombra, em modo a lembrar um hindu a meditar, afirmou em alta voz:

- O bem alimenta o mal assim como o mal fortalece o bem! E ao avistares um, terás a certeza da existência do outro. O equilíbrio é continuo como as voltas dos ventos.
Como não entenderam, não houve crédito, mas em curiosidade pararam a sua volta e pediram para que os persuadissem a acreditar em sua resoluta afirmação.
- O bem e o mal são como o interno e o externo, se vêem o bem é por que este envolveu o mal, e se é o mal quem vemos é só porquê o bem não conseguiu emergir, oprimido sem vir a tona, mingua. Ninguém neste mundo é uma imagem do bem ou do mal puro. Tudo consiste em uma espécie de diluto destas duas forças em uma reação que teima em não cessar.
Se acaso adentrarem em um templo onde fiquem diante a uma “pessoa santa” sabeis que ele tal titulo conquista-se por combater o mal a cada instante de sua vida, tanto os males externos como os seus próprios, os males internos. Confrontam-no a cada oportunidade, pois ninguém combate aquilo que não conhece ou que lhe amedronta.
Vejamos a amaldiçoada serpente, cujo veneno verte em sua boca, não está ela a combater a praga dos ratos que disseminam a peste? E o comentado rato, não é ele também que alimenta a imponência das aves de rapina dando-as forças para que voem alto, alto o bastante para levar em suas plumas a imaginação do homem...

Eis que então uma mãe em gritos pede:

- Que bem podes encontrar na guerra ?

- Também eu, quando jovem, dentre outras coisa, fui um soldado e tive minhas batalhas. A guerra é se não o abstrato desespero feito visível, é onde o matar iguala-se ao viver. Sim mesmo lá encontrei o bem, e não minto ao afirmar que ele estava sempre presente.
Foi na linha de frente, nas horas de vitória, que eu vi soldados fecharem os olhos a cada disparo para não para não ver o tombar de seus inimigos. E nas horas de derrota, quando a angustia parecia eminente, vi homens com serenidade abrasarem-se a seus anjos. E foi ao me atingirem que pela primeira vez um estranho arriscou-se por mim, compadecido por minha situação, veio, sentou-se a meu lado e apertou firme minha mão ao dizer que eu não ficaria só. Foi em uma cama de campanha em uma tenda improvisada em hospital de campanha que vi experiente médico chorar por seu corpo cansado não lhe permitir fazer ainda mais. Vi garotos amadurecerem muito em um fechar de olhos, por méritos próprios, só para enfrentarem a morte como homens. Vi soldados que os graves ferimentos não lhes tiravam a vontade de voltar a linha de frente para que pudessem zelar por seus companheiros. Vi quando a morte ao tirar pouco a pouco as forças vitais não conseguir ao menos ofuscar o brilho nos olhos do homem que morria sonhando com sua amada.

Naquele momento aquele senhor calou-se unindo-se a todos a sua volta, correu um olhar rápido a sua volta, ao abaixar a cabeça fechou os olhos tentando ocultar a lágrima que surgirá. Talvez por lembrar daquele soldado, ou quem sabe por recordar de sua amada, (ninguém além dele saberá). Então o velho levantou-se e afastando-se de nossa presença disse:

- Este mundo ainda tem salvação, nele, o homem ainda vê aquilo que deseja não importando para que olhe.

Queria poder soltar a sua mão...




“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.”
(Carlos Drummond de Andrade)


Como eu gostaria de poder soltar a sua mão...
Te deixar livre para ir...
É o que diz minha razão...
É o que contesta minha emoção...
Quero ser feliz...e você para mim é felicidade...
Mas e a sua felicidade onde está??? Já a leva consigo???
Quero soltar a sua mão e continuar a caminhar...
Sem olhar para trás, mesmo sabendo que logo ali...depois da curva...será inútil virar-me...
Queria poder soltar a sua mão sem temer descobrir que ela nunca esteve esticada em minha direção... que era apenas eu que a puxava ...
Queria poder soltar a sua mão sem medo de ver seus paços se firmarem me fazendo perceber que o ritmo de nossos passos são antagonistas... a possibilidade de eu cambalear é evidente...
Queria poder soltar sua mão sem culpa...sem receios... mas já larguei mãos que nunca deveriam ser largadas...já segurei mãos que deveriam terem sido evitadas... e mãos com dedos entrelaçados ou são felizes ou são ociosas e mal aproveitadas...
Queria poder soltar sua mão e de coração aberto te ver partir... te olhar nos olhos e sorrir...
Queria soltar a sua mão e olhar a lua sem dor... escutar certas musicas sem suspirar...assistir aquele desenho sem lembrar...

Eu queria...mas não consigo...então abro agora a minha mão...deixo apenas as pontas dos dedos se tocarem... pensa com carinho em segurar firme minha mão...mas se não...
Puxa a sua mão agora ...segue o seu caminho... eu sempre continuarei a caminhar, sentir o vento, sei que me fará bem...


“... Pois tem sido sempre assim com o amor : Ele só conhece sua própria profundidade na hora da separação. ” (Gibran Khalil Gibran)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mais um 7 de Setembro....


Independência ou morte... quem sabe um dia com um pouco de sorte...
Por enquanto estamos a mercê de uma economia globalizada em que ainda vigora a lei das selvas onde o mais forte se alimenta dos mais fracos a não ser que o mais fraco seja útil em algo... a velha historia do passarinho que limpa os dentes do crocodilo e somos os passarinho da vez, ainda útil mas na boca do monstro.
Temos governantes corruptos e corruptores e um povo corruptível. Um povo bom, esperto e não me refiro a ignorância e falta de estudos, mas ao jeitinho brasileiro que existe, e se bem canalizado, é uma ótima virtude. Mas quem dera a paixão que este povo nutre por futebol se espalhasse pela política, vi torcedores destruírem estádios em guerras urbanas por seus times perderem em quanto o seu país é roubado todos os dias e nada se faz, nós até nos indignamos, bravejamos, mas isso só dura até a próxima quarta ou domingo dependendo do dia em que nosso time joga, perdemos e feio para os argentinos que vão as praças baterem panelas. Somos um povo sem memória que fez das urnas um comercio e/ou um pinico.
Em um jogo sem juiz (que deveria ser o povo) quem entra tem que jogar conforme a regra da maioria, ou sai. Estamos cheios de crianças mimadas que estão por ai...que se não se joga conforme eles querem colocam a bola em baixo do braço e dizem: a bola é minha não tem mais jogo. A bola é e sempre foi do povo, ao menos deveria ser; muito já melhorou reconheço...hoje em dia a lei da ficha limpa conseguiu ser aprovada... tem até político indo preso em cadeia nacional...não ficam presos todos sabem...mas ao menos agora um susto tomam. Em quanto isso o ladrão de galinha é esquecido na cadeia, o doente morre na fila, ao trabalhador sobra mês no final do seu salário, o aposentado tem que escolher entre comer e o remédio, crianças morrem baleadas em escolas isso se der sorte e tiver vaga se não é em confronto com a policia mesmo.
E viva mais um feriado nacional a filosofia de seus cavalos e governantes nos desfiles: “CAGANDO, ANDANDO E O POVO APLUADINDO”...

Terra Média




“Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor...”

sE aqui no Brasil, quem será o senhor do anel ???? Vejamos e se o Frodo tivesse barba em meio a seus companheiros do Condado, o porte é o mesmo...E o dedinho faltando que o Sméagol mordeu para roubar o anel do poder...mas no Brasil o Sméagol aqui, quem é, tenho alguns palpites, to achando que é uma mulher...mas certeza mesmo...
Só espero que algum dia nosso país deixe de ser uma “Terra Média”, combata os orcs em seus finos ternos, sangue sugas e vampiros que a assolam, que faça cair o grande e gordo olho que fica entre as torres do Palácio do Congresso Nacional.
Lembram que o filme acaba com uma viajem para poucos que embarcam partindo da terra média não se sabe para onde. Tem que ser de barco mesmo, voar anda tão complicado, mas será que eles levam malas de cheias de dinheiro ou será que são as cuecas ou meias que vão cheias ? Fazer o que é tudo doação dos fiéis ou produtos de uma horta ( que hortinha bem adubada esta, toda verdinha de dólares)... E com toda certeza no cardápio servido nesta viajem vai ter uma grande e enorme pizza a moda da casa...
Será que nossa salvação virá dos céus em forma de uma ave da fauna brasileira...

Por isso conto com a ajuda de todos para tentar descobrir quem é o Sméagol brasileiro, e se ele mordeu o dedo certo, quantos e quantas malas vão nesta viajem, para onde e até quando ...?????? E é claro, se algum dia estes indivíduos encherão as cuecas de outra maneira...

...Enquanto isso ficamos a esperar “O Retorno do Rei ”, mas nos contentamos com o especial do Roberto Carlos no final de ano.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Coelho Branco


Quem é que não tem medo de animais? Eu tenho! É um temor quase que infantil, uma fobia incontrolável um grande medo de coelhos brancos e seus relógios, de bolso.
Pois eu sei que estou atrasado que tenho pressa muita pressa, ai ai que pressa...Mas e daí....se o meu pais não é das maravilhas... mesmo tendo muitos gatunos desaparecendo no ar, muitos se presenteando em cada um dos seus 364 “desaniversarios” . E na hora do chá eu vejo lagartas judaicas fumando arguile em um grande cogumelo vermelho, branco e estrelado que cresce forte sobre um monte de esterco... Mas o que me incomoda mesmo é o coelho branco, que medo dele e da sua pressa, por que eu sei que estou atrasado em um caminho que não é o meu...
E se o meu coração passar em branco mandarei pinta-lo de vermelho, até que os castelos de cartas caiam ou que eu perca a cabeça...Eu ainda não sei por que o Urubu é da cor do quadro negro, mas sei que ele nasce branco e depois fica preto ( o pop por ai teve urubu aos avessos(comentário infame) ), mas eu só tenho medo do coelho branco seu relógio, sua pressa...E se os muros caírem, se todos virarem cercas e contra todas as probabilidades ninguém mais possa ficar em cima do muro, mais do que ovos se quebrarão...E se eu não encontrar o meu caminho? Farei como muitos que tomam emprestados os caminhos de outros?...Mas isso não me assusta, eu tenho tanto mais medo do coelho branco e sua pressa...

Um dos nossos disléxicos mais famosos.


Albert Einstein foi um físico e humanista alemão (14 de março 1879 – 18 de abril 1955), autor da teoria da relatividade e de importantes estudos em ondulatória. Depois dele, idéias como espaço, tempo, massa e energia já não são mais as mesmas.



"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

"A imaginação é mais importante que o conhecimento."

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

“Se a minha teoria da relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão, e a França que sou cidadão do mundo. Mas se eu estiver errado a França dirá que sou alemão, e a Alemanha garantirá que sou judeu.”

“O que realmente interessa é se Deus tinha escolha na criação do mundo.”

“Faça as coisas o mais simples que você poder, porém não as mais simples.”



Até a idade de três anos, ele não falou uma única palavra. Aos nove, tinha ainda tantas dificuldades de se expressar que seus pais temeram que pudesse ser retardado mental. Na escola, um professor profetizou que ele não seria nada na vida. Com apenas 26 anos, porém, publicaria sua Teoria Especial da Relatividade - uma das mais extraordinárias revoluções da história das idéias. (Revista SUPERINTERESSANTE).



Eu... dislexo também...já na casa dos 30 anos ... não sei nem quem sou... então usarei este espaço para algumas teorias... o nexo está em quem lê... ou não...