
“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Como eu gostaria de poder soltar a sua mão...
Te deixar livre para ir...
É o que diz minha razão...
É o que contesta minha emoção...
Quero ser feliz...e você para mim é felicidade...
Mas e a sua felicidade onde está??? Já a leva consigo???
Quero soltar a sua mão e continuar a caminhar...
Sem olhar para trás, mesmo sabendo que logo ali...depois da curva...será inútil virar-me...
Queria poder soltar a sua mão sem temer descobrir que ela nunca esteve esticada em minha direção... que era apenas eu que a puxava ...
Queria poder soltar a sua mão sem medo de ver seus paços se firmarem me fazendo perceber que o ritmo de nossos passos são antagonistas... a possibilidade de eu cambalear é evidente...
Queria poder soltar sua mão sem culpa...sem receios... mas já larguei mãos que nunca deveriam ser largadas...já segurei mãos que deveriam terem sido evitadas... e mãos com dedos entrelaçados ou são felizes ou são ociosas e mal aproveitadas...
Queria poder soltar sua mão e de coração aberto te ver partir... te olhar nos olhos e sorrir...
Queria soltar a sua mão e olhar a lua sem dor... escutar certas musicas sem suspirar...assistir aquele desenho sem lembrar...
Eu queria...mas não consigo...então abro agora a minha mão...deixo apenas as pontas dos dedos se tocarem... pensa com carinho em segurar firme minha mão...mas se não...
Puxa a sua mão agora ...segue o seu caminho... eu sempre continuarei a caminhar, sentir o vento, sei que me fará bem...
“... Pois tem sido sempre assim com o amor : Ele só conhece sua própria profundidade na hora da separação. ” (Gibran Khalil Gibran)
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